quarta-feira, 30 de março de 2011

BBB - Até quando?


BBB 2011 chegou ao fim. E as polêmicas sobre este programa continuam.
Até o presente momento foram realizadas onze temporadas do Big Brother Brasil. Apenas as duas primeiras aconteceram no mesmo ano, 2002, com pouco mais de um mês entre uma temporada e outra. Todas as outras edições, passaram a ser realizadas uma a cada ano, normalmente entre janeiro e o começo de abril.
Porém, o fato é que há uma curva descendente na audiência, sem freios, do programa. De uma média de 47,5 pontos no BBB5, o Ibope vem caindo ano a ano, alcançando média de audiência 30,7 na décima edição e, sem contar os últimos dois dias, 24,6 no BBB11.
Como se vê, não é um fenômeno recente. Ainda assim, o faturamento com publicidade não deixou de crescer. O recorde batido em 2010 foi novamente superado este ano. Segundo a coluna “Outro Canal”, da “Folha”, o BBB11 ultrapassou a marca de 20 produtos anunciados em merchandisings dentro da casa e bateu o faturamento da décima edição, chegando aos R$ 380 milhões . 

Ainda vai levar algum tempo para se medir os impactos deste cabo de guerra entre publicidade em alta e a audiência em queda. Levantamento de uma consultoria em mídias digitais, divulgado pela “Folha” mostra que os cinco principais patrocinadores obtiveram uma 
repercussão muito baixa nas mídias sociais.

Já sob a análise "se vale a pena ver este programa", em 2002, Eugênio Bucci, professor de ética jornalística, publicou contundente artigo em que equipara este reality show ao crime de sequestro (que significa retenção ou encarceramento ilegal de alguém), neste caso às avessas, uma versão circense do delito; para o educador, o programa é de mau gosto em todo o mundo, mas, no Brasil, chega a ser torpe. 
Ele compara os participantes a bobos num confinamento prolongado, visando a um sucesso à custa da perda da privacidade e não por um talento, pela qualidade do raciocínio ou por uma obra. Classifica-o como o mais deseducativo programa da televisão, porque passa valores como o de que a fama justifica qualquer humilhação e a conivência dos adultos face às crianças dá a estas a impressão de que o "circo" da exposição é um meio de ser alguém na vida. 
Para o professor de ética todos [os participantes] demonstram um pantagruélico apetite pela fama. Desejam mais evidência. A polêmica mais recente do programa foi ter colocado a transexual Patrícia "Ariadna" da Silva. Há outras versões a caminho, você pode apostar, sempre com a mesma lógica: pela fama, tudo é sacrificável.
Em janeiro de 2008, a revista Ilustrada, suplemento do jornal Folha de São Paulo, inquiriu três especialistas em educação e psicologia acerca do conteúdo do programa. Estes foram unânimes em afirmar que não há qualquer conteúdo válido para crianças, existe exploração da sensualidade e que prejudicam a formação da criança, como afirmou Carlos Ramiro de Castro.  Já para a professora de psicologia da educação Maria Silvia Pinto da Rocha o programa expõe as crianças à erotização precoce.
Particularmente, não gosto do programa e não concordo com aqueles que dizem que é interessante assistir o "engaiolamento" de pessoas de diferentes naipes e matizes, "visando à observação dos seus comportamentos e reações, sob condições de estresse emocional, psicológico e convivência com temperamentos distintos, em local diferenciado".
Primeiro porque cada vez mais "pessoas de diferentes naipes e matizes" não são a realidade do BBB. Os participantes são quase "pasteurizados", é sempre a mesma coisa: vários loiros e loiras, morenos e morenas, com corpos malhados e estonteantes e, claro, 1/3 do grupo de participantes é "destinado" para negros e gays. Afinal, o programa tem que ser politicamente correto e agradar à todos os públicos.
Segundo porque, em relação a observação do comportamento humano, isso só seria possível se o programa "rolasse" de forma natural e expontânea, permitindo que efetivamente assistíssemos as reações naturais deste grupo. Porém, temos que considerar não se assiste a "realidade" da convivência entre as pessoas: os telespectadores são claramente manipulados, sendo levados a acreditar no que a direção do programa quer que o público acredite. A "verdade" transmitida às grandes massas (que não possuem Pay Per View) é totalmente controlada, podendo criar heróis e/ou vilões apenas pela disposição das imagens na tela, e pela ordem na qual estas são exibidas, tirando toda e qualquer possibilidade de análise do comportamento do grupo.
Desta forma, penso que este programa é uma grande bobagem, regada a sexo e bebidas, que toma um tempo precioso que poderia ser dedicado à coisas mais interessantes, mesmo que estas coisas sejam na própria TV.
Mas o fato é que, independentemente das avaliações individuais (“foi o melhor BBB da história”, “foi o pior”), o programa que já deu tanta alegria e tanto lucro à Globo recebeu um duro recado do público este ano. Veremos se a emissora o ouviu e saberá como responder a ele, ou se quem vai para o paredão em 2012 será o próprio programa.
Em 2008, a Rede Globo renovou o contrato com a Endemol para a exibição do BBB até 2014. Será que dura até lá? 

segunda-feira, 14 de março de 2011

Obama pode discursar na Cinelândia


14/03/2011
 às 5:17 Por Luiz Ernesto Magalhães e Patrícia Duarte, no Globo
O grande momento da visita do presidente americano, Barack Obama, à América Latina já tem data e local marcados: no próximo domingo, no Rio de Janeiro, onde ele fará um discurso aberto aos brasileiros num megaevento público que contará até com show musical. A própria Embaixada dos Estados Unidos no Brasil exaltou o evento neste domingo por meio de mensagens postadas no Twitter, ressaltando que a fala de Obama será um “evento aberto e gratuito” no Rio.
Até então, havia especulações de que o grande discurso de Obama nessa viagem, que começa no dia 19 com sua chegada a Brasília (DF), poderia ser feito no Chile. O presidente americano fica no Brasil até o dia 20, quando estará no Rio, e, em seguida, vai para o Chile e El Salvador.
Encontro direcionado “ao povo brasileiro”Em nota publicada neste domingo à noite, a embaixada americana informou que “Obama fará um discurso no Rio de Janeiro, no domingo, 20 de março de 2011. O evento será aberto ao público e é direcionado a todo o povo brasileiro. Mais informações sobre o discurso serão divulgadas em breve”.
Palco de grandes manifestações políticas do Rio como a Passeata dos 100 mil em 1968, a Cinelândia é o local mais cotado pela assessoria do presidente Obama a para o pronunciamento. O plano discutido com autoridades da União, Estado e o município é que Obama fale no próximo domingo em frente ao Theatro Municipal cercado por um esquema de segurança que deverá levar a alterações no tráfego do Centro. No último sábado, agentes do Serviço Secreto dos EUA estiveram na região fazendo um conhecimento prévio do lugar. A declaração na Cinelândia deve se dar após o presidente visitar uma favela incluída no projeto de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). O mais provável é que a visita seja mesmo a Cidade de Deus por se tratar e uma comunidade plana cuja segurança é mais fácil de ser planejada do que em uma comunidade localizada em encosta como a Favela Santa Marta, em Botafogo.
Segundo uma fonte ouvida pelo GLOBO, Obama deve chegar ao Rio na noite de sábado só deixando a cidade na segunda pela manhã. Ele ficaria em um hotel da Zona Sul com a mulher Michelle e as filhas Malia e Sasha que devem ter agendas paralelas na cidade
Obama fará o que é conhecido como Major International Speak - uma declaração sobre temas da atualidade. Em junho de 2009, num discurso na Universidade do Cairo, o presidente propôs mudanças nas relações entre os Estados Unidos e o mundo islâmico, mas sem oferecer alternativas para acabar com o conflito árabe-israelense.
Outro pronunciamento do gênero ocorreu em abril do mesmo ano em Praga, capital da República Checa. O discurso foi na praça Hradcani. Obama propôs medidas para reduzir e em um futuro eliminar os arsenais nucleares, deter a proliferação de armas nucleares em mais países e impedir que os terroristas adquiram armas ou materiais nucleares.
No Twitter, até “wallpaper” oficial da visitaNa página do Twitter da Embaixada americana no Brasil neste domingo havia também algumas publicações que deixavam claro o entusiasmo com a visita de Obama ao país. Em uma delas, as pessoas poderiam baixar o “wallpaper” oficial da visita do líder americano, com sua foto à frente de desenhos com o perfil do Congresso Nacional e da estátua do Cristo Redentor no Rio. Obama sempre mostrou publicamente simpatia pelo Brasil, reconhecendo que o país tem ganhado importância política e econômica no mundo.

Por GOT, George On Time.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Os 4 Pilares da Comunicação Digital

Já trabalhamos há alguns anos com comunicação digital, mas ela ainda é, sim, nova no Brasil. Há muito para expandir, muito que se aprender e, claro, muito ainda a fazer. Portanto, vejo com grande estranheza o fato de algumas empresas quererem inovar na comunicação e no marketing digital, mas ainda não fazem o básico, que é a construção de um site que represente o DNA da marca e que seja relevante aos usuários.

O usuário de internet é mais exigente, quer conteúdo, quer falar com as marcas e não está mais no site da marca - o meio digital está cada vez mais fragmentado e é preciso entender isso. Acima de tudo, é preciso entender os fundamentos da comunicação digital. Como disse no artigo da semana passada, é impossível inovar sem fazer o básico antes.

Perceba que à medida que as marcas observarem esses pilares, mais terão sucesso no mundo digital. Claro que seguir os quatro pontos que vou propor não é garantia de se ganhar milhões em retorno no investimento feito na web. A lista abaixo é uma visão que eu tenho do mercado, baseado em cases de sucesso, em histórias que são exemplares e que vão ajudar a fazer uma grande diferença nas ações propostas para o meio digital.

Como profissional de planejamento estratégico digital, afirmo que é obrigação nossa - e incluo todos os que trabalham com planejamento - conduzir as marcas ao sucesso; somos nós que pensamos estrategicamente a marca e como o nosso consumidor ou público-alvo interage com ela, e esse comportamento é repassado na web; em resumo, nós pensamos como uma ação na web pode gerar mais vendas no ponto de venda.

01. Engajamento

É a palavra do momento na internet. Há anos que estudamos propaganda e sabemos que a melhor de todas elas é o boca-a-boca. Uma marca pode gastar milhões de reais nos principais veículos de comunicação, mas se o pai, o vizinho ou o amigo do provável cliente disser que o concorrente é melhor, é enorme a tendência de compra do concorrente. Esse comportamento é o que as marcas buscam no engajamento digital, querendo que sua comunicação desperte o desejo do consumidor a indicá-la aos amigos, redes de contato ou incluir um post positivo em seu blog. Não é uma tarefa fácil, afinal, o consumidor está cada vez mais exigente e, por isso, está mais difícil de convencê-lo de que uma marca ou produto é realmente o melhor para ele.

02. Relacionamento

A melhor forma de fazer com que o consumidor se engaje com a marca é se relacionando com ele. “Pessoas que amam, não traem”. Essa frase pode ser manjada, batida, mas não deixa de ser verdadeira. Planners usam o cotidiano das pessoas para pensar em ações para elas, entendemos o que se passa na cabeça do consumidor e como isso pode nos ajudar estrategicamente. “Quem ama não trai”. Isso vale para marcas também. Se relacionar com o consumidor é fundamental! Foi-se o tempo em que enviar um e-mail marketing era se relacionar com o consumidor na web. As redes sociais estão aí, pessoas seguem marcas porque querem falar com elas e serem ouvidas por elas, querem conversar, querem conselhos sobre produtos, saber o que há de novo, querem ler notícias sobre a marca e sobre o cenário onde ela está inserida.

03. Conteúdo

Ninguém segue Twitter parado, entra em comunidade do Orkut “entregue às moscas”  ou volta a site desatualizado. Ninguém compra um smartphone porque é um celular mais bonito, ou abre o browser esperando que algo aconteça do anda,  ou procura um termo no Google por pura diversão. As pessoas vão atrás de conteúdo. Quando o usuário entra no Google e digita “celular com MP3”, quer encontrar notícias sobre o aparelho, saber as melhores opções, ver onde está vendendo, comparar preços, ver o que se fala dos modelos nas redes, enfim, conteúdo que leve a um relacionamento com a marca. Bons conteúdos geram engajamento.

04. Presença Digital

Com a mídia digital cada dia mais fragmentada, as marcas têm que impactar seus públicos em diversas ferramentas. As pessoas não estão mais no sites das marcas e nem apenas no Google. Os usuários de internet estão nas redes sociais, interagindo com pessoas por um interesse comum. Ao se engajar com uma marca, vai indicar nas redes para os seus amigos. O usuário está  no Twitter atrás de notícias - mais um canal em que o conteúdo é essencial -, ou jogando um game online, ou no celular em aplicativos da marca, ou acessando via mobile enquanto vai para o trabalho, ou em sites segmentados (e não apenas nos grandes portais). Ele está pedindo para receber e-mails marketing e newsletters das empresas, está comprando pela web e pelo celular. Enfim, o usuário está, atualmente, em todas as ferramentas da web, atrás de conteúdo relevante.

Percebeu o quanto esses pilares têm ligação um com os outros? É assim que o consumidor se comporta nas redes, é assim que ele interage com outras pessoas. E a sua marca, vai ficar fora dessa?
Fonte: http://lc4.in/MP6I